PSD € 2200000
PS € 1520000
CDU € 1200000
BE € 725000
CDS €477120

Imagem daqui.

Imagem daqui.

Compreende-se que a ovelha chute problemas como o desemprego e a criminalidade. O que não se percebe é que o multiculturalismo seja um problema e que os imigrantes sejam os responsáveis pelos problemas deste país. Um dos caminhos mais fáceis de tomar, quer na política, quer na vida em geral, é adoptar um ponto de vista demasiado generalista, tomar o todo pela parte. Erro crasso.


Possivelmente dos melhores (apesar de ilegal).
Estes dois cartazes já têm bastantes meses mas não deixam de ser um marco na política portuguesa. De um lado um posicionamento radical relativamente aos imigrantes que, de todo, condeno. Do outro o humor contido numa resposta cabal. Fica a referência e como já vem sendo hábito, o reparo.



Para além disto, duas notas.
Primeiro, o slogan obamista "Sim, é Possível" semelhante, ainda que traduzido, ao "Yes We Can". Estranho tendo em conta que os EUA representarão o capitalismo como mais nenhum país o fará. Pelos vistos tal não é um entrave.
Segundo, numa reportagem jornalística vi aquelas já clássicas perguntas às pessoas que ali se manifestavam. Deu ideia de que muitos foram para ali sem acreditar propriamente no que defende a CDU.
Fica o reparo.







(Imagem tirada daqui)
eficiado por várias ordens de razões. Ganhou notoriedade desde as eleições presidenciais, e desde então, não se coibiu de mostrar descontentamento relativamente às políticas do Governo, apesar de fazer parte do partido que se encontra no poder (Governo). Tal foi o protagonismo à sua volta gerado, que, diria, que o PS deverá mesmo apoiá-lo nas próximas eleições presidenciais. Nem sei até que ponto isso terá mesmo sido falado entre os responsáveis socialistas, mas é possível que sim. Por outro lado, M.A., se criasse um partido, poderia destabilizar o sistema político e a divisão parlamentar no que concerne aos partidos. Seria aquele cenário do PCP, BE e M.A. com 30%, PS com 30%, PSD 30% também, e CDS 10%, isto aproximadamente. No entanto, dificilmente o socialista tiraria grande benefício dessa divisão, ou melhor, o benefício que terá enquanto Presidente da República será muitíssimo superior ao do cargo de líder partidário, por várias ordens de razões que não cabe aqui explorar.Já o PS sai enormemente beneficiado, descartada que está a hipótese de ter como adversário político M.A. q
ue possivelmente tiraria perto de 10% do eleitorado do PS. O PS consegue assim segurar os votos que tem, sem ter em conta alterações que entretanto poderão suceder e que de algum modo poderão modificar o sentido de voto do eleitorado. O PS ganha ainda com a hipótese de já ter um candidato a Presidente da República. Por momentos, dada a “cooperação estratégica” tão vincada entre o Governo e o PR, cheguei a acreditar que o PS iria apoiar Cavaco Silva nas eleições presidenciais de 2011. Para terem ideia do grau de proximidade, é suficiente verem uns sketchs dos “Gato Fedorento” que a ilustram, ainda que hiperbolicamente. Obviamente que não está garantida a vitória do candidato apoiado pelo PS naquelas eleições. Aliás, acho muito difícil que tal suceda, na medida em que o PR normalmente faz dois mandatos. No entanto, muito pode ainda acontecer e mesmo as próximas eleições legislativas são uma incógnita, apesar de crer que o PS deverá vencê-las. Resta saber com que maioria. Depois disso, resta também saber se o PS com maioria relativa aguenta o leme do país durante muito tempo.
Relativamente ao país, este deverá ganhar em vários aspectos. Desde logo, discordarão de mim de imediato aqueles que acham que este país terá melhores hipóteses de sucesso com maiorias relativas do que
com absolutas. Já por várias vezes referi, noutros textos, que através de um juízo empírico chegamos facilmente à conclusão que a governabilidade de um Governo suportado por um partido de maioria relativa é inferior à de um com maioria absoluta. Possivelmente a causa deste problema reside na falta de maturidade da nossa Democracia. Enquanto esta maturidade falta, a possibilidade de haver aquele cenário acima referido dos 30%, 30%, 30% e 10%, afigura-se problemática. Com o descartar da hipótese de um partido alegrista, esse cenário será mais complicado de se realizar. Tal como já referi, o país ganhava ainda um candidato presidencial com maiores hipóteses de vencer com o apoio partidário que lhe faltou nas eleições anteriores. Louve-se o pluralismo, essencial numa Democracia. Para além disto, chegamos a uma fase em que a concertação de esforços se revela essencial. Não um bloco central, mas a prossecução do interesse comum alcançável por acordo entre os partidos da AR. Naturalmente que isso só será possível com o abdicar de algumas posições e com o consequente consenso alargado.






O resultado final de todos estes percalços foram dois acordos com o FMI para evitar que o país entrasse na banca rota.
Mas como a economia não é tudo, pode-se falar também da independência das colónias. Eu diria que agarrar nas tralhas e abandonar os países em questão é um processo no mínimo incoerente. Se fosse possível voltar atrás no tempo podiam fazer o seguinte. Juntavam os lideres das diversas facções presentes em cada país, jogavam pedra papel tesoura e o vencedor ficava no Governo. Talvez assim se tivessem evitados guerras civis.
Politicamente o chamado pós revolução também foi um tudo ou nada conturbado. Felizmente, evitou-se aquilo que parecia uma substituição de uma ditadura de extrema direita, por uma de extrema esquerda.
Analisando agora os heróis da revolução, o aclamado Capitão Salgueiro Maia só abandonou Santarém quando tinha a certeza de ter o caminho aberto até Lisboa.
Pode-se dizer que um herói não aclamado da revolução foi o então Primeiro Ministro Marcelo Caetano, que percebendo que o regime já estava na lona, evitou um banho de sangue e abandonou o poder pacificamente. Senão vejamos, ele estava cercado no Quartel do Carmo, posição estrategicamente superior, possuindo possíveis atiradores nas diversas janelas e armamento suficiente para abafar a oposição. Na rua o cerco era efectuado por tanques desarmados e soldados sem treino, com armamento semelhante ao dos cercados. Não é preciso ser um génio para perceber quem tinha vantagem na eventualidade de haver uma troca de tiros.
Para terminar, gostaria de apresentar o aparente aproveitamento que algumas pessoas ainda hoje fazem do 25 de Abril. Vejamos, o Coronel Otelo Saraiva de Carvalho, foi aquilo a que o comum mortal apelida de terrorista. O resultado das acções terroristas por ele comandadas foram 3 meses de prisão e duas candidaturas às eleições presidenciais. No presente mês após ser promovido a Coronel e receber uma indemnização de 49800€, veio para os meios de comunicação social dizer que tudo não passava de uma benesse politica e que estava a ponderar processar o Estado.