segunda-feira, 27 de abril de 2009

Também a propósito do 25 de Abril


Ainda a propósito do 25 de Abril, subscrevo na integra o que escreve Samuel de Paiva Pires no Estado Sentido. E aconselho a leitura na integra deste e do artigo da Silvia Vermelho sobre o tema.

"3 - É, portanto, necessário sabermos lidar com o nosso passado de forma distanciada, para que possamos concentrar-nos em projectar o nosso futuro. Urge relembrar que os ideais de Abril sairam em parte defraudados e que muitos jovens interpretam esses ideais à luz do estado de coisas que está à vista de todos, tal como afirmou Nuno Melo ontem na RTP N. Liberdade, Justiça, Democracia e Desenvolvimento são para mim quatro conceitos que necessitamos de requalificar em Portugal, mas de forma o mais desideologizada possível, isto é, não em oposição a outros regimes, para que a Democracia se possa solidificar definitivamente. O passado é passado, é História, serve para estudarmos e vermos por onde não devemos ir. Temos que acabar com a escravidão que nos vem sendo imputada pelos democratas do pensamento único, das maiorias absolutas, dos jobs for the boys, da corrupção e da fuga à responsabilidade. Os ideais da Abril, creio, deveriam levar-nos no sentido da responsabilidade e responsabilização de cada indivíduo no papel que desempenha na sociedade e comunidade onde se insere. Porque a liberdade não é fazermos o que nos apetece relativizando tudo para que possamos defender e praticar tudo e o seu contrário (o duplopensar, sempre o duplopensar orwelliano...). A liberdade acarreta responsabilidade perante os outros, e isso tem faltado e cerceado essa mesma liberdade.
"

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