terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Selvas de Prédios:

Não tenho por bandeira o ambientalismo fundamentalista (se é que isso existe) mas defendo a preservação do ambiente e uma conduta adequada por parte das pessoas no que a este diz respeito.
Ora, partindo desta introdução escrevo sobre as “selvas de prédios” que são na actualidade uma realidade constante neste país. Tomemos por exemplo Sintra, não a vila de Sintra conhecida pelas bonitas paisagens, pelos travesseiros e pelo microclima. Falo da outra Sintra, a Sintra Cacém, Mem-Martins, Monte Abraão. E posso ainda referir localidades como Amadora, Alenquer e outras deste tipo.
O que vemos nestas paragens? Prédios e mais prédios. Uma selvajaria de prédios sem razão plausível para aceitar a sua utilidade. Dir-me-ão alguns “Onde é que querias que as pessoas morassem?” ou “Tem que se construir em algum lado”. Pois bem, construam mas construam bem, para bem do direito a um ambiente saudável, direito previsto na Constituição (artigos 65º e 66º) e que não deve ser violado.
É certo que as pessoas precisam de casas para morar, sem estas, as pessoas viveriam na rua. Contudo, vejamos quantas habitações existem em Portugal. 5,5 milhões de fogos de habitação para apenas 3,6 milhões de famílias. O que resulta em 1 casa e meia por família em Portugal (fonte JN, jornal que apesar de já criticado aqui no blogue não deixa de prestar boas informações como lhe compete).
Tudo isto leva à pergunta: Para quê tanta casa? Para alimentar o lobby da construção civil (mais um neste país). A const. civil tem grande poder em Portugal, principalmente junto das Autarquias Locais que deixam esses patrões da construção inaugurar vários complexos urbanísticos de forma desmesurada, excessiva, desmedida e mal localizada.
Seria de aplaudir a diminuição do crescimento de fogos habitacionais (atenção não falo de uma redução de prédios mas de um crescimento que diminuiu), porém esta não aconteceu por vontade dos que detêm o poder mas por força das circunstâncias, como refere Alexandra Figueira no seu artigo no JN “O reconhecido excesso de habitação em Portugal, somado à subida dos juros desde 2005 e à estagnação da economia tem, de facto, levado a alguma moderação na construção de casas”.
Posto isto, sou levado a crer que não existiu esforço de moderação nem por aqueles que podem impedir a construção nem por aqueles que constroem, existiram antes motivos económicos que levaram a menor crescimento habitacional.
Contudo este decréscimo é insuficiente, se não reparem nestas imagens.




Cacém.

Alenquer.


P.S.: Não pretendo insinuar que todos os autarcas deste país são cúmplices do lobby da cont. civil, nem o mesmo relativamente aos autarcas das localidades que referi, este caos urbanístico não é responsabilidade deste ou daquele autarca mas é um erro histórico sem dúvida. Espero que melhore.

domingo, 23 de dezembro de 2007

E o adversário do Sport Lisboa e Benfica é o...Nuremberga.

Pois é, o sorteio de sexta-feira para a Taça UEFA ditou que o Benfica jogaria com a equipa alemã, Nuremberga.
Diria que o Benfica teve bastante sorte e que dificilmente lhe poderia calhar um adversário mais fácil. Digo isto por duas ordens de razões.
Primeiro se se olhar para os possíveis adversários do Glorioso ver-se-ão alguns emblemas que poderiam pôr em causa a continuidade do Benfica na competição (sem desprimor para o Benfica, que é um candidato à vitória final, contudo tem que melhorar bastante os seus resultados e as suas exibições).
Entre esses adversários estavam o Panathinaikos, uma equipa difícil, principalmente no seu Estádio devido ao facto de o ambiente ser manifestamente terrível; o Helsingborg, aquele que poderia ser considerado o adversário mais acessível (a par do Nuremberga); o Tottenham, um dos mais complicados adversários, apesar de ser inglês (digo apesar pelo facto de as equipas portuguesas terem alguma facilidade em defrontar o futebol inglês); a Fiorentina, adversário complicadíssimo, italiano, nacionalidade de equipas às quais os clubes portugueses não têm por hábito vencer, porém lembro-me do Braga que na época anterior venceu o Parma; o Basileia, adversário talvez mais complicado que Nuremberga e Helsingborg até porque esteve presente na Liga dos Campeões há uns anos, embora já tenha passado algum tempo e a equipa não ser provavelmente a mesma; e o Spartak de Moscovo, clube complicado que beneficia do seu invernoso clima quando joga em casa, esteve presente na edição anterior da Liga dos Campeões e impossibilitou o acesso do Sporting à Taça UEFA.
Segundo facto que me leva a dizer que o Nuremberga era das equipas que mais convinha ao Benfica é o de o Nuremberga estar no 16º lugar no campeonato alemão, o que não é de todo prestigiador.
Contudo, o Nuremberga conta nas suas fileiras com jogadores que não serão de menosprezar.
Posto isto, é obrigação do Benfica passar a eliminatória, e direi mesmo mais, tem que ganhar os dois jogos com margem expressiva. Contudo, o Benfica não pode ir convencido de que já venceu. Recordo os jogos com o Halmstad que eliminou o Benfica há uns anos atrás.
Força Benfica, é para vencer.

2007, uma rubrica por Tarek Shalik

É decepcionante olhar para o que passou de 2007, foi realmente um ano fraquinho. Não comecou nenhuma guerra, não houve nenhum atentado extraordináriamente relevante, o Benfica não foi campeão, Bush continua vivo, nem uma catástrofe natural de grandes proporções aconteceu. Tudo muito comum, tem razão o povo que se queixa de falta de actividades por parte do governo.
Vamos ao âmago de 2007 ver o que realmente aconteceu. O mundo sentia falta de um revolucionário pois Fidel está em obvia baixa de forma. O que se arranjou foi um Chavéz que não sabe muito bem como se pode proclamar pois tanto fecha televisões e abusa da censura como cria e respeita um referendo. Democrático ou ditador? 50/50 é que não, coragem homem, afirma-te lá!
No âmbito do desporto pouco há a referir, Porto novamente campeão em Portugal, Milão novamente campeão europeu. Não houve nenhum campeonato europeu ou mundial. Tudo muito chato. Não falo dos outros desportos pois tinha de me ir informar e vontade para isso é o que mais falta. Não pensem que não gosto de desporto no geral, claro que gosto, mas também começo a gostar de rugby, um jogo de bois em que este ano a leziria nacional defrontou paises como a Nova Zelândia, conhecida por ter amplas pastagens, era uma batalha desigual mas os nossos prodigios nem se portaram mal.
Olhando agora o nosso país mais de perto, uma criança inglesa desapareceu, ja propus uma explicação para o acontecido mas ninguém me deu ouvidos ( ver "Maddieismo"), Portugal correu as bocas do mundo, Praia da Luz ficou ainda mais conhecida, a zona enriqueceu a custa de jornalistas, as TVs portuguesas ganharam um assunto que ocuparia horas e horas do seu horário nobre, para o ano lá encontraremos outra maneira de fazer dinheiro.
Para acabar este artigo tenho de terminar no presente, ou seja nesta época natalicia. É o mesmo que dizer que o "Gang da Lapónia" volta a atacar. Lá vem o mafioso das barbas brancas entrar na casa do pessoal pela chaminé e fazer o que bem lhe apetecer. Desde o natal passado que não sei do paradeiro do comando da minha aparelhagem, claro que sei quem foi... e é este ano que apanho o gajo.

Viva a segurança!

"FBI vai alargar base de dados biométricos
A polícia federal americana (FBI) prepara-se para desenvolver de uma forma sem precedentes a sua base de dados biométricos, onde já figuram 55 milhões de impressões digitais e dezenas de milhões de fotografias..."

in DN online a 23.12.07


"A sua mensagem ficará gravada

As operadoras de telemovóveis e Internet vão ter de conservar, durante um ano, todos os registos de chamadas, e-mails e visitas a sites"

in Visão n°772 de 20.12.2007



Londres, capital do mundo com mais câmaras de vigilância na via pública, passaportes europeus passarão a conter dados biómétricos, suspeitos detidos em Bruxelas após conversa telefónica ter sido escutada pelos serviços secretos, presos de guantanamo torturados e encarcerados em condições sub-humanas...*


Manchetes destas figuram em todos o diários, semanários, televisões ou rádios que prestem serviços noticiosos ("no ocidente"). Creio não estar sozinho ao considerá-las revoltantes. Não o facto de existirem, não, aliás, ficam desde já os meus agradecimentos àqueles que nos dão a conhecer tais realidades e fica a crítica àqueles que não o fazem (ignoram, escondem ou esquecem).

Não, o que me revolta é o facto de isto tudo acontecer sem qualquer espécie de oposição séria. Entristece-me que em nome da segurança se viva esta paranóia onde se permite tudo a todos. Vejo nisto um retorno paulatino aos Estados de Segurança. Precisamente naqueles que os combateram - assusta-me. As ditas grandes democracias do mundo sucumbem neste momento ao medo, ao pavor de eventuais ataques terroristas. Manipula-se a opinão pública. Tudo em nome da segurança. Esquecem-se os direitos e deveres. Direitos à privacidade, direitos humanos, liberdade de expressão-a proibição da transmissão do filme de Michael Moore nos E.UA., por exemplo. Tornamo-nos ainda mais egoistas, constantemente vigiando o vizinho porque sabemos que ele também pode ser um terrorista. Fechamo-nos.

Confesso, confunde-me este caminhar para uma sociedade do big brother, para um 1984. Confunde-me porque geralmente, nas ditas democracias desenvolvidas, a opinião pública considera-o algo mau. No entanto, sob o pretexto da segurança, todos os dias se fazem progressos nesse sentido, com o conhecimento e aval de todos.

Ao mesmo tempo pretende-se ensinar a democracia e os seus valores ao resto do mundo - aos "coitados" que não percebem nada disto, como não-desenvolvidos não são tão livres quanto nós - porque é um direito que é inato e inelianável e é o que está certo!

O facto de eu poder publicar este artigo é uma prova de democracia. É de facto, mas é perversa, porque realmente não me é vedada a possibilidade de o fazer, porque será abafada não só porque eu sou um zé-ninguém, mas também porque isto não será lido por ninguém, e muito menos surtirá algum efeito que de algum modo contrarie esta sociedade do "big brother".

Agora, estranho o porquê da ausência de oposição a esta tendência nas altas esferas da sociedade que poderiam realmente pô-la em causa. Parece que se esquecem que estes mecanismos de "segurança", quando forem utilizados em detrimento de alguém, que alguns deles serão os primeiros.

Por fim, quero apenas dizer que o argumento de alguns, dizendo que "quem não tem nada a temer, nada esconde. Logo não deve ter tais preocupações" é uma estupidez. É uma estupidez porque aqui não se discute se eu tenho medo de ser apanhado a cometer algum acto ilicito por estes novos meios. Discute-se sim, a ausência de valores inerente à utilização de tais meios.



*Algumas manchetes ou notícias de que me recordo embora já me falhe a memória no que diz respeito às fontes e datas.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Os acontecimentos que marcaram o ano 2007:

Neste texto vou procurar referir aqueles que foram os acontecimentos lamentáveis, questionáveis e de louvar neste ano de 2007 sem querer ser exaustivo.

Referindo-me aos acontecimentos lamentáveis é de salientar a eliminação do Benfica pelo Espanhol na Taça UEFA, eliminatória perfeitamente ultrapassável; a não vitória do Benfica no Campeonato ficando a uns míseros dois pontos de distância do primeiro; a exploração do desaparecimento de uma rapariga inglesa por parte dos Media; o nº de mortos nas estradas; e a indecisão relativamente ao local onde se deve construir o aeroporto; a continuidade da Guerra no Iraque; o flagelo de Darfur (obviamente que estes últimos acontecimentos referidos comportam muito mais preocupações mundiais que os restantes e peço perdão por equipará-los, porém o facto de ser benfiquista leva-me a colocar aqui alguns factos mais negativos para o Glorioso que espero que seja campeão.)
Já os acontecimentos questionáveis foram a contratação de grande número de jogadores para o Benfica sendo que muitos deles não mostraram grande utilidade; a continuidade de programas como os Malucos do Riso entre outros.
No que diz respeito aos acontecimentos de louvar refiro os que decorreram no âmbito da presidência portuguesa da União Europeia como por exemplo: Cimeira União Europeia Rússia; Cimeira União Europeia África; e a assinatura do Tratado de Lisboa.

Posto isto, foi um ano cheio, espero que o próximo seja melhor.

Balanço deste 2007 que está a acabar

Para todos os interessados, desejos de um feliz Natal e um próspero ano novo... ou não.
Aproveito este momento de pausa de tudo o que são actividades interessantes ou lúdicas, para fazer um balanço deste ano que está a acabar.
Para começar, este foi um ano fantástico, no mínimo porque 2007 há só um, por isso aproveitem bem o pouco que resta dele.
Debruçando-me agora sobre o que de bom, mau, assim assim, ou cómico se passou este ano, vêm-me já à cabeça diversos acontecimentos que merecem destaque.
Em primeiro lugar, este blogue foi inaugurado, daqui a uns anos quando olharem para trás poderão verificar que se trata de um marco na história de Portugal.
Continuando no que de bom se passou em Portugal e arredores, um senhor espanhol proferiu a já célebre frase " Porqué no te callas". Já era altura de alguém mostrar alguma autoridade ao senhor venezuelano.
O gato fedorento acabou! Para uns é bom para outro é mau. Eu penso que é bastante positivo, na medida em que as pessoas agora têm mais tempo para vir ler o nosso blogue.
Entrando agora no campo do negativo ou cómico, houve uma confusão qualquer com o diploma de um "engenheiro" e chefe de Estado. O senhor em questão deve considerar este equivoco desagradável, eu acho cómico. Mas eu sou um optimista que vê sempre o copo meio cheio.
Parece que o professor treinador de um clube do norte descobriu que lavar os dentes não é tão fácil quanto ele pensava. Se isto é bom ou mau, não sei, mas eu como vejo sempre o lado bom da vida considerei a situação positiva.
O acontecimento mais triste do ano? Ao contrário do que meio mundo pensa não é a epopeia da menina inglesa. O acontecimento mais triste, reparem na repetição da introdução, é o Cristiano Reinaldo ter-se considerado a sétima maravilha do mundo. E ninguém venha dizer que nós temos inveja dele... Eu sei escrever, aposto que ele não!
Voltando agora ao que de positivo se passou, uma das muitas cimeiras que se realizaram este ano foi segundo dizem "Porreira pá". Não querendo transparecer a ideia de uma perseguição ao senhor, a frase em questão não me parece adequada para um chefe de Estado. Talvez seja do estabelecimento de ensino que frequentou, coitado... Como nem tudo o que diz respeito a este senhor é negativo, esteve bem quando se recusou a discutir questões de foro nacional no parlamento europeu.
Para terminar em nota alta, Portugal continua numa miséria e ainda não foi anexado por Espanha. Podem-se considerar felizes, ou então pensar que estamos tão mal que nem os Espanhóis nos querem.

sábado, 15 de dezembro de 2007

O Tratado de Lisboa

Aproveitando a deixa d'o Senhor Doutor, venho aqui falar-vos não da cimeira, mas sim do tratado de Lisboa. Hoje em conversa com o Senhor Doutor, constatei a minha profunda ignorância na matéria. Mas afinal o que é o tratado e para que serve?? A única coisa que me ocorreu foi a reforma no sistema de voto no conselho europeu, que facilitará a tomada de decisões. E mesmo isso, eu não sei explicar.

Creio que não estou sozinho na minha ignorância. Peço desculpas àqueles que não lêem francês mas creio que o seguinte artigo, embora não esclareça todas as dúvidas que possam existir, não deixa de ter algum interesse.


"Ne dites plus Constitution

Moins symbolique, plus technique, le Traité de Lisbonne déçoit


In "le 15e jour du mois", mensuel de l’Université de Liège – décembre 2007/169


Après les "non" français et néerlandais à la ratification de la Constitution européenne, la construction européenne semblait bien dans l’impasse. Bloquée dans une étape cruciale de son développement et de sa nécessaire réorganisation, l’Europe des 27 a connu une période d’immobilisme institutionnel longue de deux ans. Il y a quelques mois, l’ouverture est finalement venue du pays à l’origine de la crise. Comme il l’avait annoncé lors de sa campagne électorale, le président Nicolas Sarkozy a proposé aux pays membres de l’Union de laisser tomber la constitution pour adopter à la place un traité, dit simplifié. Exit toutes les dispositions symboliques avancées dans le premier texte (hymne, drapeau, valeurs culturelles communes, etc.); on ne conserve ici que les grandes lignes. Adopté à Lisbonne en octobre dernier par le Conseil européen, le nouveau traité sera signé le 13 décembre et devra être ratifié par chaque Etat membre.

Sortir de la crise

En renforçant les pouvoirs du Parlement européen, en instaurant le vote à "double majorité", en créant de nouveaux postes clés, le prochain traité européen doit faciliter le fonctionnement de l’Union. «L’Europe s’est élargie plus rapidement qu’elle n’a revu ses règles de fonctionnement, explique Nicolas Petit, chargé de cours en droit européen et co-directeur de l’Institut d’études juridiques européennes. Le cadre institutionnel de travail actuel, hérité du temps de l’Europe des 15, est trop exigu pour satisfaire les besoins d’une Europe élargie. Le but de ce traité est de permettre à une Union européenne comptant 27 Etats membres et agissant désormais dans des domaines multiples, de prendre des décisions plus vite et de s’appuyer sur des institutions adaptées à ses nouvelles dimensions, géographiques comme fonctionnelles.»

Déjà au cœur du projet de constitution, la réforme des institutions est de nouveau centrale dans le Traité de Lisbonne qui, pour 80%, reprend le contenu du texte élaboré sous la houlette du président Giscard d’Estaing. Rien de neuf sous le soleil donc, hormis l’évacuation des symboles européens. Le traité n’est pas vraiment différent de la constitution, ce qui peut poser problème: «Il ne sera pas évident, pour les représentations politiques, de proposer ce nouveau texte à leurs opinions publiques. D’un côté, les pays qui avaient ratifié la constitution doivent désormais représenter un texte en précisant qu’il n’est pas très différent du premier. De l’autre, les pays qui avaient refusé la constitution doivent vendre le Traité de Lisbonne en expliquant qu’il est radicalement différent du précédent. Pas simple», constate Nicolas Petit. Cet exercice de grand écart scandalise plus d’un analyste. D’aucuns ont ainsi critiqué "les procédés juridiques tordus d’un texte imbuvable pour les non-juristes". L’exemple le plus frappant est peut-être celui de la Charte des droits fondamentaux qui, si elle n’est plus incluse dans les traités, conserve la même valeur juridique que dans la défunte constitution. En clair, même si la Charte demeure formellement extérieure au Traité de Lisbonne, ce dernier lui confère malgré tout valeur de droit primaire.

Un de trop?

La création d’un poste de président du Conseil européen est cependant nouvelle. Selon le traité, la réunion périodique des 27 chefs d’Etat deviendra une institution à part entière, avec son dirigeant, élu pour deux ans et demi. Le président de la Commission sera quant à lui toujours présent et côtoiera un "haut représentant" de l’Union, sorte de super-ministre des affaires étrangères habilité à parler au nom de tous. Trois têtes différentes pour trois institutions séparées appelées à représenter la très cohérente politique européenne… «Dans les années 70, Kissinger disait déjà qu’il ne savait jamais qui appeler en Europe. A présent, on peut questionner la cohérence et la lisibilité de l’action internationale de l’Europe, puisqu’on aura deux présidents et un haut représentant. Sans parler des grands Etats qui jouent souvent cavaliers seuls», relève encore Nicolas Petit.

Ces changements devraient permettre, à terme, à l’Union européenne de devenir la région la plus prospère et la plus compétitive du monde. «Mais en expurgeant ce traité de tout contenu politique, on obtient un texte très technique et impénétrable pour le commun des mortels. A mes yeux, le retrait des symboles, de la Charte ou encore des valeurs communes, continue à accréditer l’idée que l’organisation européenne n’est qu’une grande technocratie, là où c’était le sentiment d’appartenance à l’Union qui avait besoin d’être renforcé», conclut le chercheur.

François Colmant"


Peço desculpas, está para breve uma publicação de jeito da minha parte :p
Até lá, estou convencido que a cimeira e o tratado até podem servir para suscitar discussões e reflexões interessantes aqui no blog. Sobre estes, ou outros temas incito os meus colegas a publicarem e os nossos queridos leitores a comentarem!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Cimeira União Europeia – África:


Recordando o que se passou no passado fim-de-semana em Lisboa pretendo elaborar um texto relativo a isso mesmo, a cimeira entre União Europeia a África.
Referindo-me ao objectivo da cimeira considero-o alcançado pelo que as nações dos vários continentes se reuniram e debateram novas ideias para o continente africano. Objectarão alguns dizendo que não se chegou a qualquer decisão. Respondo com o facto de as grandes decisões se fazerem muitas vezes nos bastiadores. Agora tenho a acrescentar que como dizia um jornalista (não sei se exactamente assim) é curioso verificar que de um lado estão alguns dos países mais desenvolvidos do Mundo e os seus Chefes de Estado e de Governo com um salário médio alto mas sem grandes luxos, e do outro estão os países menos desenvolvidos liderados pelos chefes de Estado e de Governo mais ricos do Mundo. Existe uma assimetria grave. Algo a melhorar.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

“Têm razão aqueles que afirmam que não há nada de mais doloroso que a recordação da felicidade.” *

No mesmo dia em que tive uma discussão sobre política, entre amigos. Uma daquelas discussões sem grande propósito e sem grande conteúdo e cujo objecto é tão difuso que acabam de repente por ninguém saber ao certo por que é que se discute. Pouco ou nenhuma diferença teve esta, não me lembro já de mais que pequeníssimos momentos, provavelmente os mais desinteressantes. Lembro-me de a princípio se ter falado sobre a política interna norte-americana e do possível sucessor de Bush. Passámos pela política externa do mesmo país tendo ido inevitavelmente falar das europeias. Falamos aí de direitos humanos, de políticas de ajuda ao desenvolvimento e de políticas de emigração. Tirámos conclusões, expusemo-las e ditámos sentenças. Enfim, desinteressante embora divertido e sempre saudável. Mas dizia, neste mesmo dia comecei a ler um livro de Jean-Paul Alata “Prisão de África”. Uma edição antiga, esquecida, que descobri numa estante da minha tia, tendo sido inicialmente do meu pai. Aparentemente, como fazia sentido na época, de cariz revolucionário e denunciador. Pelo que depreendi do primeiro capitulo, o livro aparenta ser, pelo menos em parte, uma compilação das vivências deste senhor guineense, enquanto preso político num regime da década de 70, que ou por ignorância ou por não se tratarem de memórias não soube identificar nenhuma das personagens. Escrevo isto propositadamente, antes de fazer alguma investigação sobre a matéria ou de ler mais que um capitulo do livro. Propositadamente porque o que me interessa focar aqui não é a veracidade da história. Vim antes relatar a impressão que me causou este mesmo capitulo, pela brutal descrição da tortura físico-psicológica encetada ao prisioneiro antes daquilo que se advinha um interrogatório. A ter acontecido, a descrição de quatro dias de fome, sede, parte deles passados com algemas, numa cela solitária, onde o sol de Conakry fazia da mesma um forno e a noite um frigorífico, embora extremamente bem conseguida, que eu nunca conseguirei sumarizar, não chegará de perto nem de longe a ilustrar aquilo que Alata terá sentido, nem, por conseguinte, aquilo que muitos passaram e continuarão a passar neste mundo fora. Ora este pequeno vislumbre, suficiente para me enjoar, torna qualquer conversa de café sobre política, direitos e dignidade humana bastante... obsoleta?




Fica mencionado o livro, e o meu conselho de leitura, embora descontextualizado, parece-me sempre actual, apesar de não ter ainda encetado sequer a leitura do segundo capitulo, que farei mal esteja publicado este artigo.


*O titulo é uma frase retirada do livro Jean-Paul Alata, "Prisão de África"

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Estudar mata!

Estou farto de estudar, estou revoltado, estudar mata! Vejamos o que pode acontecer quando estudamos... primeiro não ha exercicio fisico o que tem as implicações obvias. Como não temos contacto com exterior nem fazemos nada que gostemos temos um esgotamento psicologico e consequente depressão! Esta mesma depressão possivelmente faz-nos comer mal e em excesso (para afogar as magoas) e a obesidade, dislipidémias, colestrolémias... entre outros, passam a ser um problema.
Vejamos agora o efeito dos jantares e festas. Discoteca= Convívio= Exercicio fisico= Saude! Quanto aos jantares tenho a dizer o seguinte, a sangria contém vinho, o vinho é feito apartir da uva e isso possui vantagens cardiacas como é do conhecimento publico. Quanto ao álcool é assim, a selecção natural faz com que os individuos mais fracos de uma especie sejam eliminados para bem do resto da população, o mesmo acontece com os nossos neurónios, ou seja os neurónios mais fracos e lentos são rapidamente eliminados pelo álcool para um melhor funcionamento do nosso cérebro! Mas há mais a dizer sobre o assunto do álcool! As estatisticas dizem que 23% dos acidentes de trânsito são provocados pelo consumo de álcool. Conclusão? Os restantes 77% bebem água e refrigerantes. Afinal quem mata mais? Pois bem, façam um favor a voçês mesmos e não estudem que só vos faz é bem!

terça-feira, 27 de novembro de 2007

as nossas produções

Senhor Doutor vai certamente ficar extremamente contente por eu estar a escrever. Mas afinal ainda quero saber do site para alguma coisa e sim pretendo “entregar” todos os textos que prometi (assinando no msn…) sem ser com meses de intervalo. Tenho a dizer que tive que pensar um bocado para votar nesta nova sondagem porque, efectivamente, estes programas são completamente horríveis, o que me faz pensar que devemos ser o país com mais programas que não prestam. Mas estou contente com a minha escolha, Casamento de Sonho pois mesmo sem ter visto um único episodio (sim, pq aqilo é tudo preparado, reality show o que…), consegui deduzir pela apresentação que aquele programa prometia para quem estiver interessado em rir um bocado da parvoíce (quem tiver um grande, mesmo grande, sentido de humor) ou quem estiver interessado em deprimir ao ver até que ponto podem ir os nossos programas tão interessantes.
Por enquanto só votaram em 3, nesse, na Floribella (que já passou um bocado de moda dizer mal desta telenovela) e nas tardes da Júlia (como é que conseguem passar isso a tarde toda na tvi. O canal já não e nada de especial, mas agora e que não dá mesmo para ver). O que aconteceu as nossas críticas em relação ao quem quer ganha e a família superstar e aos títulos ridículos das novelas como deixa-me amar, prova de amor (tem sempre qualquer coisa com amor, que imprevisível)?
Como luta contra o facto de só haver programas desses, pensei “ah, deviam por mais programas culturais e debates e esse tipo de coisas”. Acho que os canais perdiam logo metade das audiências porque ninguém neste país está interessado em ver tais coisas. É quase compreensível. É muito mais fácil ver algo fácil de compreender como os morangos com açúcar que não exigem termos que pensar (apenas pensamos nas roupas das miúdas que são tão feias e como aquele é mt giro, e como a fala dela foi uma fala artificial e parva e como a reacção dele não teria sido a minha) do que um programa sobre o orçamento de estado, ou sobre o castelo de Guimarães e o nascimento de D.Afonso Henriques. Estes programas são meramente uma distracção para nós, falhando em tudo o que diz respeito a moral como Apu insistiu nesse aspecto ao falar do charro, e os guionistas aperceberam-se que, quanto mais parvo, fútil ou simplesmente quanto mais conhecidas forem as situações (enganos, mentiras, amor, ódio) mais as pessoas se identificam e estão dispostas a ver porque não há nada para perceber e sempre esquecem momentaneamente os problemas que tiverem e as pressões que sofreram durante o dia. Portanto, depois de tanta critica… quem é que não gosta de ver telenovelas parvas de vez em quando?

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Portugal, Portugal...

Ora bem estou aqui desta vez para reflectir sobre o passado presente e futuro da nossa selecção de futebol, e por aí talvez não...
Agora que Portugal se apurou finalmente garantiu o apuramento para o europeu de futebol que se avizinha, muitos são aqueles que debatem sobre as exibições da nossa selecção, ou falta delas.
Neste fase de apuramento houve também um acontecimento que provocou muito riso e chacota, que foi a incapacidade da equipa inglesa, de se apurar para a competição. É exactamente sobre este facto que eu quero e vou falar. Ao contrário da maioria, que se ri do infortúnio inglês, eu vejo aqui um grave problema para Portugal. Analisando o percurso de Portugal nas recentes competições de futebol, podemos ver que Portugal tem apenas dois adversários em que a vitória é garantida. Inglaterra e Holanda. Acontece que com a ausência da Inglaterra, Portugal não terá aquele adversário amigável, que nos deixa sempre vencer, para que o português não fique amuado.
Agora imaginem que nos aparece pela frente uma Grécia ou coisa parecida...

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

A imaginação de um menino

Aqui fica uma história escrita por mim quando tinha apenas uns 14 anos. Vejam bem ao que a parvoice de uma criança com trabalhos de casa e mais nada pa fazer leva.

A Guerra Universal

Viviam-se os tenebrosos anos de 3000.
O universo estava em guerra. As Forças Aliadas constituídas pelos planetas das galáxias: Via Láctea, Andromeda, Pegasus, Sagittarius e Phoenix), contra as forças do mal das galáxias distantes do outro lado do universo. A Terra, planeta líder das Forças Aliadas, era um dos planetas mais evoluídos do universo só superada por Linux planeta líder das forças do mal com o seu terrível exército de Gooms criaturas monstruosas com uma força brutal e tecnologias avançadíssimas e também por Galak, pelo meio ainda haviam as galáxias do comércio inter-galáctico com os planetas comerciantes que eram dos mais pobres devido a muitas batalhas serem travadas lá. Desse grupo de planetas apenas Galak era um planeta evoluído tendo um exército fortíssimo e era o único planeta que possuía a galax. A galax era uma arma de raios laser capaz de destruir um planeta e com um alcance de milhões de anos de luz. Galak não participava na guerra mas era apoiante das Forças Aliadas e particularmente do planeta Terra.
Os Galaks seres de Galak são seres fisicamente parecidos com os Terrestres mas com poderes que os humanos não tinham.
A Terra deixou de ter vários continentes e oceanos passando a voltar a existir a Pangeia e um único oceano, o oceano Pacifico. Países como os Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha e muitos outros perderam o seu poder sendo agora os países dominadores Portugal e Austrália.
Na Terra havia a União Terrestre que era a união dos países com seres unicamente terrestres, que era chefiada pelo conselho de segurança, composto por: Portugal, Austrália, Bélgica, Angola (país muito evoluído tendo ultrapassado todas as suas anteriores crises) e pelo Japão.
Na terra destacava-se um grupo de cinco homens e mulheres. Sendo eles José Manuel Tavares (português), Toni Belo (angolano) e Shinji Nippon (japonês) sendo os três brilhantes cientistas tendo inventado a metralhadora de raios ultra-violeta, arma utilizada pelos soldados das Forças Aliadas. James Blake (australiano) General líder do exército das Forças Aliadas e ainda Catherine de Bruxelles (belga) diplomata e membro do concelho administrativo das forças aliadas.
Na terra havia ainda uma pequena zona habitada por seres de outros planetas das forças aliadas e de Galak.
Recentes notícias afirmam que houve novas batalhas travadas entre as Forças Aliadas e as forças do mal no devastado planeta de Gollum tendo as Forças Aliadas saído vencedoras.
Fala-se também da possível cedência da galax às Forças Aliadas por parte de Galak sendo isso um passo em direcção à vitória das forças aliadas.
Depois de um ano de luz marcado por consecutivas batalhas, Galak concordou em ceder a galax à terra.
Hoje, dia 2 de Setembro de 3010, vai ser utilizada pela primeira vez a galax podendo isto significar a vitória das Forças Aliadas.
As Forças Aliadas prepararam com grande cuidado aquela que pode vir a ser a maior batalha de todos os tempos. Civis foram chamados aos exércitos dos seus planetas para combater nesta batalha. Ao todo mais de cem triliões de soldados estão no exército que vai participar nesta batalha, tendo sido um problema para os engenheiros fabricarem naves suficientes.
O número de soldados pode parecer absurdo mas não é tendo em conta que se estima que o exército das forças do mal seja constituído por cerca de 80 triliões de soldados.
A nave principal do exército aliado será a cometa. Nave fabricada em Portugal sendo a única nas Forças Aliadas com capacidade para transportar a galax.
Depois de meses sem notícias os soldados regressaram a território aliado com o exército reduzido a 1 trilião de soldados mas tendo derrotado as forças do mal, voltando assim a paz ao universo.
Após uma longa reunião entre, o concelho administrativo das Forças Aliadas e os dirigentes se Galak, foi decidido, com consentimento de ambas as partes, que a galax será destruída assim como todos os documentos a ela referentes devido a ser considerada um perigo para todo o universo caso caia nas mãos erradas.
O General Blake foi ainda condecorado com o cometa de fogo. Medalha de mérito militar.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Actualidade: O primeiro grito do ocidente

Texto de opinião própria...

"Porque no te callas?" disse o rei Juan Carlos de Espanha irritado e desesperado para com o insólito Hugo Chávez depois de este chamar "fascista" a Aznar, antigo primeiro-ministro espanhol. O governo de Chávez fica marcado pelo mediatismo proporcionado pelas suas políticas fora do normal e pela incrível capacidade de produzir declarações bombásticas, é óbvio que o presidente venezuelano quer revolucionar o seu país mas as tentativas estão a criar conflitos com outras nações, na teoria mais poderosas como é o exemplo do Brasil, EUA e a UE no global.
Chávez possui recursos, muitos recursos, como por exemplo o gás natural e o petróleo, e com eles planeia chantagear qualquer nação para obter os seus objectivos e criar uma Venezuela de maior importância global, ignorando um povo calado pela censura. Para além disso, rejeita os investimentos estrangeiros pois não quer que o dinheiro saia do país. Suponho que a entrada de multinacionais traria novos postos de trabalho e maior riqueza à Venezuela, mas é a minha opinião.
Querido por uns, repudiado por outros, Chávez tenta tornar-se no novo Fidel que resiste a tudo e todos à custa do seu povo... e o problema está para durar pois o actual presidente mudou a constituição e pode agora ficar no poder até basicamente quando lhe apetecer.A nova pedra no sapato do século XXI? Opiniões querem-se e procuram-se.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Morangos com Açucar

Ora bem desta vez venho aqui falar sobre aquela telenovela que deixa toda a gente de boca aberta, ou pela estupidez ou pelo ridículo, não consigo imaginar razões para além destas.
Para começar posso falar do facto de que todas as temporadas daquela telenovela, têm de lançar uma banda nova, com "actores" a transformarem-se em "cantores". Será que aquela gente sabe que para ser cantor convém saber cantar, já não querendo entrar naquela lógica de que saber falar decentemente também ajuda. Já que estamos no campo artístico, aquelas cheerleaders podem ser tudo e mais alguma coisa, pelo menos giras, mas dançar não é muito com elas.
Deixando-me de desaforos sobre a capacidade ou incapacidade dos artistas, a questão nos Morangos com Açúcar que mais me espantou foi mesmo a abordagem ao tema das drogas, presente na novela. Primeiro eu penso que uma telenovela que na teoria pretende alarmar os jovens para os problemas da sociedade, haver personagens a fumar charros, como quem chupa um chupa-chupa, não me parece propriamente um comportamento exemplar. Nesta temática há também o episódio de um personagem chamado Duarte, que supostamente tinha problemas de coração e foi apanhado elo irmão a fumar. O irmão como é normal repreendeu-o, o problema foi o teor da repreensão, que foi qualquer coisa do tipo: "Então man, tu andas a fumar charros?! Não sabes que isso faz bué de mal ao teu problema de coração?" Ora bem, se o menino fuma-se charros com um coração bom não havia problema nenhum, agora fumar charros com um problema de coração! Bolas, aquilo ainda tem alguma interacção manhosa com os medicamentos do menino e ele dá-lhe uma "pataleta". A mensagem que passa parece-me ser a seguinte: Fumar charros na boa, agora cuidado é se tiverem problemas de coração.

PS: Já se fala nos correspondentes do Blogue do Caraças, para fazerem de directores do Metro por um dia...

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

“Qual foi o pior erro estratégico da História Mundial?”.

Foi lançada neste blogue uma sondagem relativa ao pior erro estratégico de sempre e a participação foi bastante salutar. Votou-se por 60 vezes e foi encontrado um vencedor (ou perdedor tendo em conta a pergunta) com clara maioria, não tendo porém chegado à “maioria absoluta”, isto é, não chegou a 50% dos votos. Ora bem, as hipóteses de escolha eram muitas (9) sendo que ainda foi dada a oportunidade de escolherem outra (hipótese) que não as que eram indicadas.
Falando dos resultados, foi possível verificar que a invasão de Napoleão à Rússia foi a hipótese mais votada ganhando com 22 votos (36%), o segundo classificado foi o “Zimmerman Telegram” com 12 votos (20%) e em terceiro a hipótese Outros com 6 votos (10%). Para este comentário não se tornar exaustivo não vou enumerar todos os resultados, fazendo-lhes apenas algumas referências.
Parece-me que este triunfo (ou derrota) de Napoleão deve-se acima de tudo ao facto de a invasão à Rússia ter sido de sem sombras de dúvidas um péssimo passo de Napoleão na sua conquista pela Europa. Porém, outros motivos podem ser mencionados, como o facto de ser matéria leccionada nas aulas no ensino básico, e por isso ser de ensino obrigatório.
Fazendo um parêntesis, já a invasão de Hitler à URSS que apesar de ter sido posterior, com mais meios e maior conhecimento do clima russo ter prosseguido o mesmo fim e incorrido no mesmo disparate, não é matéria leccionada no ensino básico (pelo menos com tanta veemência), só o é no secundário. Daqui se pode depreender a votação não tão elevada nesta hipótese.
Já a segunda hipótese mais votada foi o “Zimmerman Telegram” que me surpreendeu pela quantidade de votos que teve pois grande parte das pessoas me questionou o que era.
No que diz respeito ao terceiro classificado, Outros, esta hipótese foi alvo de grande votação por parte dos visitantes do blogue porque, ou não tinham opinião no assunto ou porque achavam que o maior erro estratégico foi outro. Contudo acho que o principal motivo pelo qual as pessoas votaram nos Outros foi acima de tudo pela falta de opinião relativamente ao assunto.
Já no que diz respeito a outros resultados, devo fazer referência ao Dia D que foi alvo de contestação por parte de muitas pessoas por acharem que foi uma coisa boa, porém existe quem defenda que nesse dia ao contrario de uma invasão por terra dever-se-ia bombardear evitando-se assim numerosas perdas humanas.
Para concluir, importa fazer referência ao facto de terem surgido novas hipóteses de escolha para os votantes, porém foram tardias e não puderam ser colocadas para votação. Obrigado pela Votação e continuem a votar e comentar.

domingo, 18 de novembro de 2007

Heróis do Mar

Optei por não pegar na temática do micro-ondas como me foi proposto. Venho por este meio dizer o seguinte, tou chocado! Tou chocado porquê perguntam e bem vocês... ora tou chocado com a relação Portugal-Cristiano Ronaldo.
Não se iludam eu acho o rapaz é importante para a selecção e quem me dera a mim jogar como ele, não é isso que está em causa. É que ter um mitra como heroi nacional é agressivo! Sim eu disse mitra, eu na rua afastava-me dele... aliás se o rapaz não soubesse correr tão bem atrás de uma bola (que talento ahn) andava a roubar ou ganhava uns trocos nos programas municipais de limpeza de praias ou algo parecido! E já agora o nome...NINGUÉM se chama Cristiano Ronaldo, nome mais chunga não existe! E dizem (sempre) elas..."ah mas ele é todo bom!!"... é o trabalho dele tar em forma sim? dá jeito quando se corre atrás de bolas. Pegando na ideia de um caro colega, se me abrissem o cranio e vissem o cerebro também viam que eu tou em forma e era um guru, uns escolhem correr atrás das bolas outros estudam!
E a educação? ui, nem vê-la! Basta lembrar o gesto que o rapaz fez no Estádio da Luz!
Reparem que a unica coisa positiva que disse foi que ele sabe correr atrás das bolas...mas é que os meus cães também fazem isso... dá que pensar!
Tou aqui eu com sacrifício pessoal a tentar tornar-me alguém e outros a ganharem rios de dinheiro por terem talentos alternativos...o país está doido!

Só posso dizer o seguinte...Cristiano Reinaldo é que é...!

P.S. Toda esta revolta começou quando vi a anunciar na televisão o seguinte " Matraquilhos Cristiano Ronaldo por apenas...."

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Parabéns ao Blogue.

Ora bem, o blogue fez esta terça feira, dia 13 de Novembro, um mês de vida. Apesar de por vezes ter exisitido algum afastamento da escrita no blogue, isto é, de existirem momentos em que se passaram vários dias sem qualquer texto escrito, foram escritos 23 (com este 24) textos em 30 dias, o que não é nada mau pois não fica muito longe de um texto por dia.
Posto isto, espero a continuidade do blogue, que se continuem a escrever as opiniões que cada um tem e quer expressar e que tenha muitos anos de vida (como se canta na música "Parabéns a Você"). Viva o "um blogue do Caraças".

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

SPORTING

Falando de futebol, quero apoiar o meu SPORTING, que mesmo tendo sido goleado e jogado de forma terrível, merece o apoio dos adeptos. Lembrem-se do jogo magnifico contra a Roma, que tendo sido completamente dominada pelo SPORTING acabou por sair de Lisboa com um empate, extremamente injusto. Termino este texto com um voto de confiança a Paulo Bento.

Benfica vencedor.

Muito bem, sim senhor. Finalmente uma abada das antigas. Foram 6 golos contra 1, mas até poderiam ter sido mais. Bem, vou começar pelo trecho óbvio, o início. O Benfica entrou forte mas com uma boa réplica por parte do Boavista. A equipa da Luz inaugura o marcador por Cardozo que de pé esquerdo estabelece o 1-0 após grande jogada de Rui Costa. Já na segunda parte, Kalanga do Boavista é expulso, e para aqueles que poderiam pensar, ainda que legitimamente, que o Boavista iria abrandar, enganaram-se. Pouco depois o Boavista empata por Jorge Ribeiro, antigo jogador do Benfica . Nesta altura receava-se que o Benfica não conseguisse marcar e vencer o jogo, porém a reacção foi óptima e surgiram 5 golos de rajada. Primeiro Maxi Pereira, depois Rodriguez, mais tarde Di Maria com “ajuda” de Ricardo Silva que acabou por colocar a bola dentro da baliza, e Nuno Gomes por duas vezes, a primeira da penalty e a segunda de jogo corrido. O resultado ficou em 6-1 com justiça. Devo ainda fazer referência a três factos extra-golos. Primeiro a falta para expulsão de Ricardo Silva que o árbitro não viu que provocou a lesão de Cardozo que deverá ficar ausente 10 dias. Segundo, o penalty falhado por Bergessio, que apesar da oportunidade que teve, e já vão muitas, continua a falhar. Porém espero que o jogador finalmente entre no caminho dos golos. Terceiro, as declarações do treinador do Boavista que apesar de ter dito que ele tinha responsabilidades não deixou de referir a arbitragem como facto negativo do jogo, quando foi claro que a equipa prejudicada foi o Benfica em foras-de-jogo mal assinalados e um cartão vermelho por mostrar a um jogador do Boavista.
O Benfica vence assim pela 6ª vez neste campeonato e consegue manter-se um ano sem perder para o campeonato. È um facto positivo para o Benfica, porém é necessário observar o número de empates, que foi de facto elevado. È real que os empates dão pontos mas o Benfica é capaz de fazer mais. No final desta jornada 10 o Benfica encurtou para 4 pontos a distância para o líder e aumentou para 3 pontos a distância para o terceiro classificado.
Espero a continuidade da série vitoriosa e imbatível do Benfica que depende de si para ser campeão.

domingo, 11 de novembro de 2007

Milennium BPI.

Nos dias que passaram foi noticiado que existia a possibilidade de uma fusão entre o maior banco privado português, o Milennium BCP, e o BPI. Esta hipotética fusão ocorre meses depois daquela tão falada opa da Sonae à PT e da opa de um milionário ao Benfica, sendo que ambas acabaram por não se concretizar como é sabido.
Porém, esta possível fusão traz vários pontos de discussão que queria ver alargados a um debate prosseguido neste blogue. Por um lado, existe um facto negativo para os consumidores pois, como é sabido por todos, quanto menos concorrência, mais os preços têm tendência a subir por não existirem tantas alternativas a um produtor naquele sector. Mas por outro, é notório que o que falta a este país é projecção das empresas nacionais lá fora, e só um banco com tal dimensão, possivelmente maior que a Caixa Geral de Depósitos, é que pode ser implementado lá fora, no estrangeiro.Peço então a todos os que lerem este texto que se disponibilizem a darem a sua opinião relativamente a este tema. Obrigado. Devo ainda escrever que é difícil continuar a escrever nos meus textos sem referir nomes, por isso vou passar a fazê-lo sem que daí possa resultar qualquer perigo para o bom nome do indivíduo referido.

domingo, 4 de novembro de 2007

Pão por Deus

Caros leitores, recentemente devido à celebração do feriado religioso de Todos os Santos, as crianças portuguesas deliciaram-se ao seguir a velha tradição de andar de porta em porta a pedir o Pão por Deus. É então sobre esta tradição que eu venho falar, na esperança de alertar o povo de Portugal sobre alguns perigos e problemas de tão antiga actividade.
Para começar gostava de realçar o facto de que as crianças pedem pão por Deus, mas na verdade são elas que acabam por degustar as oferendas. Sendo assim parece-me no mínimo uma tremenda falta de respeito para com a figura de Deus, usar assim o seu nome para proveito próprio.
Em segundo lugar gostaria de realçar que além de a tradição já não ser o que era, esta evolução foi tudo menos positiva, vindo contribuir para a obesidade infantil. A meu ver, dado o nome da actividade, antigamente oferecia-se pão às crianças, no entanto hoje oferece-se gomas e outras guloseimas. Numa época em que se fala tanto sobre a crescente obesidade infantil, não será melhor voltar atrás e retomar a tradição original.
Para terminar gostaria de vos advertir para uma realidade perturbadora. O Pão por Deus é o paraíso dos pedófilos! As crianças ao andarem de porta em porta a pedir doces a perfeitos estranhos, correm o risco de receber um doce mais amargo que o esperado. Imaginem só o Gualter e o Albertino, duas crianças inocentes de sete ou oito anos a baterem à campainha de certo apresentador de televisão actualmente sem actividade. O dito apresentador abre a porta e diz: "Oh meninos sejam bem vindos, entrem enquanto eu vou buscar os doces à sala". Não há necessidade de vos dizer que o Gualter e o Albertino nunca mais serão os mesmos.
É tudo, obrigado pela vossa atenção.

sábado, 3 de novembro de 2007

Os Programas matutinos.

Abstraindo-me de quaisquer comentários proferidos anteriormente vou referir-me neste texto aos programas matutinos televisivos em três dos quatros canais generalistas, não referindo o segundo canal por ter programação diversa dos restantes.
Comecemos pelo primeiro canal, o canal do Estado, a RTP. Este apresenta ao público um programa denominado “Praça a Alegria” desde as 10 da manhã até às 13, hora em que começa o jornal da Tarde.
Já referi este programa num texto anterior mencionando a sua localização, porém desta vez cingir-me-ei ao seu conteúdo propriamente dito.O programa tem por habitual registo a ida de cantores convidados que primam pela chamada canção pimba, que é uma música repetitiva e com relativa facilidade de escrita de letra. Raramente vai lá um cantor mais qualificado português ou não (embora costume ser português ou brasileiro, não tendo eu nada contra os brasileiros). Outro hábito é também a ida de avôs e avós mostrando o nº de netos que têm, para levar para casa mais algum (dinheiro) e para aparecerem na televisão dando também alguns presentes aos apresentadores. Isto para não referir a ida de um médico falar de problemas do coração que pelo que suponho todas as pessoas já conhecem e se continuam a cometer os mesmos erros no que diz respeito a esses problemas, seja pela falta de cuidado na alimentação, o tabaco ou outros, deve-se não por falta de aviso mas por descuido (suponho eu, sem querer generalizar). Para além disto, é questionável a importância de um senhor ir ao local fazer uns cozinhados, a suposta comédia que os actores convidados vão lá desempenhar, a ida de um senhor fazer ginástica e outros convidados que falam da sua vida. Francamente não me parece o protótipo de programa de qualidade. A única característica deste programa que acaba por agradar é a apresentadora. Já no que diz respeito à SIC este canal dá ao público português um programa chamado “Fátima”. Para além da ida de cantores pimba e de pessoas que lá vão falar da sua vida, ambas situações já criticadas, ainda se dão neste programa coisas curiosas, como por exemplo a apresentação por vezes conjunta da sua habitual apresentadora com um senhor ventríloquo com um boneco que é um pato, o chamado “Donaldim” ou “Donaltim” ou algo parecido, ainda não percebi bem o nome que dão ao pato sendo curiosamente bastante parecido com o nome de outro pato, o “Donald” mas isso terá sido mera coincidência. Já outra critica a fazer é aos jogos de casa como o “Árvore das Patacas” em que as pessoas gastam “rios” de dinheiro a telefonar para lá e depois ou não jogam ou não ganham, ou ganham pouco, sendo o tal jogo bastante repetitivo. Porém as partes deste programa que são mais questionáveis são sem dúvida a chamada “Tertúlia Cor-de-rosa” que põe gente dita do “jet set” a falar da vida de outros que vem nas revistas, a leitura dos signos, e a “Crónica Policial” que de facto faz uma exploração exaustiva e questionável dos assuntos policiais que estão em voga.
Passando agora para a TVI, o que dizer do seu programa matinal. È uma espécie de circo com muita palhaçada e peixeirada à mistura. Volta a existir a crónica e insanável pimbalhada, as pessoas que falam delas próprias e de outros, os jogos de casa e ainda uma amostra do que se vai passar na Novela que dará mais tarde. De facto estes programas padecem de uma falta incrível de qualidade. Diriam alguns que esses programas dão para senhoras domésticas, reformados e crianças que não puderam ir ou não tiveram aulas, pois bem essas pessoas só vêm os que lhe dão. Se começassem a passar na televisão programas mais instrutivos as pessoas também veriam mas teriam um pouco mais de cultura do que saber o que é o que o cantor Y fez ou a actriz Z deixou de fazer.
Posto isto concluo o texto dizendo que não tenho por hábito o visionamento destes programas mas nas férias é difícil não ver se quer uma parte até pela quantidade de vezes que passam e ainda mais para quem acorda cedo.
Espero sinceramente que a televisão mude, não só nestes mas noutros programas.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Esclarecimento

Para começar gostaria de pedir desculpas se ofendi algum leitor, reiterando que não era minha intenção escarnir o nosso Primeiro Ministro, nem ofender os apoiantes do partido político de que o Senhor Doutor tanto fala no seu texto. Apenas tentei fazer humor simples fácil. A Censura cá de casa anda a marcar os meus comentários...

domingo, 28 de outubro de 2007

Resposta a todas as acusações a mim dirigidas.

Depois do que vi neste blogue, um constante maltratar do meu bom nome, tenho a oportunidade de responder a todo este insulto vilipendiante e ultrajante à minha pessoa.
Começaram por referir que duvidavam da minha sanidade mental quando o senhor Melekh Salem que escreve neste blogue refere:"que tenho as minhas dúvidas quanto a razoabilidade e saúde mental d'o senhor doutor, nomeadamente, quando se debruça sobre o debates que envolvam a rosa dos ventos ou os pontos cardeais". Pois bem, quando escrevi o" Norte e Sul: Falsa Questão?" escrevi uma realidade , dura, mas não deixa de ser real. Agora vir para aqui afrontar-me nestes termos é que não, isso não se faz. Porém antes que tornemos este blogue um lavar de roupa suja, acalmarei os meus protestos e passarei a outras questões.
A mesma pessoa criticou ferozmente o meu texto " O Estado em vivemos.". Quanto a essas criticas tenho a dizer que no que diz respeito ao descontentamento das pessoas perante os políticos só uma coisa a fazer, votem em branco, mas votem.
Já às criticas de outro participante, o senhor Apu, que escreve "ainda nos vai meter em trabalhos, com as pessoas e organizações que por aí andam" referindo-se minhas palavras no texto "Norte e Sul: Falsa questão?". Realmente espero que não soframos repercussões até porque não referi nomes.
Por fim, já num tom menos alterado e mais calmo devo responder ao comentário proferido "PS: Anónima que ama o Senhor Doutor, faz-te ao rapaz que ele precisa de uma mulher na vida dele, talvez assim acabe com as teorias da conspiração." No que diz respeito a este comentário devo dizer que eu tenho muitas mulheres na minha vida e que como já referi, o meu primeiro texto neste blogue não é uma teoria da conspiração, é uma realidade . Espero que este blogue não se torne uma espécie de "Tertúlia Cor de Rosa" ou algo parecido em que se fala da vida de cada um ao contrário de se falar no que verdadeiramente interessa que é o panorama nacional e internacional.

P.S: esta sigla significa Post Scriptum, não confundir com um partido político. Já agora dizer ao Apu que temos pena por não aparecer aí no blogue nenhuma mulher a fazer-lhe uma declaração de amor. Isso é só para alguns, os bafejados pela sorte( e que não suplantam o interesse nacional ou internacional pelo seu interesse particular como é feito no texto "Já que não há melhor assunto, fala-se da cimeira UE Rússia")

sábado, 27 de outubro de 2007

Já que não há melhor assunto, fala-se sobre a cimeira UE Rússia

Um grande bem haja meus caros leitores, por muito poucos que sejam.
Parece que este blog, que irá revolucionar o mundo do jornalismo e da literatura (já se fala em Pulitzer), anda parado há demasiado tempo. Quem é que tem de escrever e manter uma postura profissional? O Apu...
Estou aqui para falar sobre a cimeira UE Rússia, realizada em Mafra, aquela classificada de "muito boa para Mafra, muito importante, é muito bonito" por alguns populares. O que realçar desta cimeira?
Para começar, a excelente localização, não podiam escolher um local mais bonito, mais acolhedor e que me causasse tantos transtornos como Mafra. Transtornos!? Blasfémia... Como é que a cimeira pode ser um transtorno? Sinceramente não sei. O facto de ter demorado uma hora e quinze minutos a fazer um trajecto que num dia normal demora 1 minuto se tanto vem-me à cabeça. Mas eu sou só um jovem estudante sem grande peso na nossa sociedade, que só será o futuro desta nação. Ou talvez ter demorado aí uns quarenta e cinco minutos a fazer 1 quilómetro de auto-estrada. Situações sem grande importância.
Politicamente falando, é de realçar a perspectiva de um novo acordo político entre a União Europeia e a Rússia, a aproximação comercial entre estes dois blocos comerciais e também os resultados concretos a que supostamente se chegou na matéria dos direitos humanos. O somatório de todos estes aspectos deve traduzir-se na importância e beleza referidos pelos populares.
Há que realçar também a atmosfera durante a cimeira, que segundo o Putin foi muito amigável, agradecendo a Portugal pela excelente organização. Eu pessoalmente agradeço pelas horas sentado no banco do autocarro.
Para terminar quero falar sobre os comentários dos diversos líderes presentes na cimeira. Das declarações de Putin os media realçam comentários à boa atmosfera durante as conversas, aos bons resultados, à boa organização e à necessidade que estes dois blocos têm de interagir um com o outro. De Durão Barroso, realça-se os comentários à boa progressão dos diálogos e à vontade de progressão de ambas as partes. Do nosso Primeiro Ministro apenas se realçou o seguinte: "Foi uma Cimeira construtiva, positiva, que permitiu avanços. Foi uma Cimeira de trabalho, de bom trabalho". Em largos minutos de discurso o melhor que o homem disse foi isto? Afinal o problema do "curso" do nosso Primeiro Ministro era o inglês ou o português? Dado que possui um "diploma" que comprova a sua aprovação em inglês, talvez fosse boa ideia fazer o discurso de novo na língua de sua majestade. Talvez assim houvesse mais alguma coisa a registar.
Obrigado leitores pela vossa participação no nosso blog. Vocês são os maiores! Adoro-vos.
PS: Anónima que ama o Senhor Doutor, faz-te ao rapaz que ele precisa de uma mulher na vida dele, talvez assim acabe com as teorias da conspiração.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

O Tratado de Lisboa.

Embora os chefes de governo dos vários países europeus membros da União Europeia já tenham chegado a acordo sobre o conteúdo do Tratado na semana passada, achei por bem fazer-lhe aqui uma referência.
Finalmente ao fim de muitas horas de trabalho, para não falar nos vários anos de debate em torno da questão, se chegou a acordo, e assim a Europa tem um novo Tratado Reformador que é segundo os meios de comunicação social um substituto da anterior Constituição Europeia que por ter sido “chumbada” em referendo por alguns países membros como a França e a Holanda deixou de ter “pernas para andar”.
Alguns perguntam-se se este Tratado é relevante para Europa e para Portugal e se Portugal não ficou a perder com tudo isto.
A resposta para a primeira questão é que é relevante para a Europa porque consegue estabiliza-la depois de uma crise advinda do já referido “fracasso” da Constituição Europeia. Para Portugal também o é, pois faz parte da União e o que é importante para a U.E. é também para Port ugal. Já relativamente ao facto de Portugal ter ou não ficado a perder com este Tratado a resposta é não. Respondo desta forma porque tomando alguma atenção ao que os meios de comunicação vão noticiando e ao que alguns comentadores vão afirmando é possível verificar que este Tratado só trouxe benefícios para o país.
Desde já afirmo que o facto de Portugal ter perdido dois deputados no Parlamento Europeu não resulta deste Tratado mas da abertura da U.E. a 27 membros e da possibilidade de adesão da Croácia. Posto, isto para aqueles que duvidam do benefício deste Tratado para Portugal tomando por ponto de partida este argumento (redução de deputados) o seu ponto de vista deixa de ter validade.
Mas esta é só uma razão para não considerarmos o Tratado algo negativo. Para o considerarmos positivo para os interesses portugueses é possível salientar o facto de o nome do Tratado ser “Tratado de Lisboa” o que levará a que o nome da capital do nosso país seja falada lá fora e de certa forma Portugal seja propagandeado (fiquei surpreendido pelo facto de este tratado não tivesse sido negociado e chamado de Tratado do Porto. O que afirmo será perceptível para quem leu o meu primeiro texto neste blogue).
Para além do que afirmei anteriormente devo ainda salientar o facto de se ter chegado a acordo sobre este Tratado com um Presidente da Comissão Europeia português que juntamente com o Primeiro-Ministro colaborou para o resultado final. A importância deste Tratado pode ser traduzida pelas palavras do já referido Primeiro-Ministro “Porreiro pá, porreiro”, o que demonstra o contentamento geral e a já referida importância.
Para finalizar este texto relativo ao Tratado de Lisboa deixo aqui a bandeira de Portugal e em jeito de despedida a bandeira da U.E. que deixará de ser utilizada como símbolo europeu.

Maddieismo

Maddie... o nome que deixou de ser de uma criança e que agora é de um movimento, de uma verdadeira novela. Tantas foram as crianças desaparecidas em Portugal e o mediatismo não foi/ é comparavel, o factor decisivo? a nacionalidade. Parece que dividimos a Europa por classes, nomeadamente a elite inglesa e a plebe portuguesa. e como boa plebe que somos qualquer um dá a sua avaliação do caso, movimentados na esmagadora maioria, pela imprensa, que dispara hipoteses consuante sua vontade. " Foi a mãe", "Afinal o Pai ja não é Pai" , "Amigos da familia investigados".
Enfim, pegando numa opinião por mim escutada, acho que se falou pouco nos irmãos, cá para mim a Maddie roubou o brinquedo preferido dos gémeos e quando estes descobriram "fizeram-lhe a folha". Já que ouvem toda a gente oiçam-me a mim também, os gémeos são arguidos! Bem, depois de mais esta opinião tou para ver a capa do 24 horas amanha...
Falando um pouco mais a sério, boas investigações travam-se no bom do silencio, não no noticiar constante de hipoteses. Que a imprensa deixe Maddie, mas que o mundo não a esqueça.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

A luz que assombrou o sonho

Caros leitores, antes de mais uma nota prévia; o assunto é controverso, e as opiniões sobre ele infinitas, portanto todo este artigo trata uma opinião e não uma desacreditação religiosa ou espiritual.

Deus, centro do mundo, centro dos problemas, centro de muitas religiões, centro da vida... ocupa sem dúvida um papel central quer esse papel positivo ou não. Muitos dão-lhe o papel de monitor da vida, uns outros ignoram, outros criticam. Assumo que esta figura foi criada devido ao facto da humanidade precisar de um ser que lhes seja superior, um governo fictício ao qual poderemos sempre suplicar por ajuda nos momentos de maior dificuldade e ao qual atribuimos o feito quando não encontramos uma explicação lógica...enfim surgiu por necessidade.Necessidade esta que se pagou, que se pága e se pagará muito cara.
É fácil recordar as guerras e conflitos que se originaram devido a diferenças entre religiões... e não há fim à vista. Será que podemos considerar este fruto da imaginação humana uma "doença"? Não sei, talvez. Se assim for a verdade é que não há cura, e toda uma raça acabaria por cair catastroficamente na destruição, nem mesmo um homem de poder colossal conseguiria impedir o inevitável não é tempo de heróis, é tempo de união, lógica...inteligência. Pela supremacia de uma religião o homem deixou de temer a morte, o facto de inúmeras pessoas serem assassinadas diariamente em todo o mundo tornou-se tão comum como o nascimento de outras tantas criaturas. Por isso apareceu a escravidão, a selvajaria que ultrupassam o horror de morrer, isto só pode ser combatido com mais derramamento de sangue, e o ciclo nunca acaba.
Solução? Não sei, não vejo, talvez eu esteja errado e esteja para vir o messias que nos salvará a todos... talvez tudo acabe, talvez o inexplicável aconteça...e como eu detesto o inexplicável!

O Português

Não são muitas as coisas que dão prazer a um português. Para falar a verdade são mesmos muito poucas. Se estão a pensar em actividades de cariz sexual, cerveja ou uma vitória de Portugal numa grande competição de futebol, "tirem o cavalinho da chuva". As poucas coisas que dão prazer ao verdadeiro português são: tragédias, obras e por fim dar a sua opinião sobre o assunto.
Para começar quando falo em tragédia, pode ser qualquer coisa, desde a morte de uma pessoa, a um acidente ou uma tragédia natural. Tomem por exemplo a triste morte do jogador António Puerta. O jogador morre num dia, e no dia seguinte, os media já tentavam arranjar um caso português, e relembravam o Fehér. Na rádio açoriana, falava-se de um jogador do Santa Clara, que tinha tido um problema cardíaco em criança.
Hoje quando fazia o meu trajecto habitual para casa, após um dia de aulas, começou a notar-se um cheiro a queimado no autocarro, mas não tardou até que um passageiro se dirigisse ao motorista e dissesse: "Desculpe lá, eu não sei se é daqui de dentro ou não, mas está aqui um cheiro a queimado do caneco". O motorista, como pessoa responsável, encostou o autocarro, e foi averiguar qual era o problema. O que é que todos os homens com mais de quarenta anos fizeram? Saíram, foram inspeccionar o autocarro, e dar a sua opinião. O resto da viagem foi passada a ouvir palpites sobre qual seria a razão do cheiro. Aposto que nenhum deles era mecânico ou coisa parecida.
Qual a razão para a maior parte das filas no trânsito em Portugal? Acidentes. Porquê? Porque o português gosta de parar para ver bem todos os pormenores, para mais tarde contar à família e amigos.
Falando agora de obras, já alguém reparou que todas as obras têm uma fila de senhores de idade junto à vedação a verem todo o processo de construção? Também aqui se ouvem trocas de opiniões, desta feita sobre qualquer assunto relacionado com a obra, desde os custos, à beleza ou utilidade. As empresas de construção podiam poupar dinheiro em vedações, substituindo-as por um cordão humano.
Facto curioso, é que qualquer uma destas situações dá lugar a discussão, com toda uma troca de opiniões, algumas chegando mesmo a debate na televisão. Eu quero ver o problema do autocarro da Mafrense a ser discutido no Prós e Contras.